Yoga com Liana

Comecei a fazer yoga há vinte anos em uma conhecida escola em Copacabana. Minha primeira professora era uma jovem chamada Liana Minuscoli, então com formação em educação física e dança clássica, mas seguindo à risca os preceitos do yoga tradicional, era evidente que suas aulas possuíam um diferencial importante. Levando já uma vida bastante sedentária e ao mesmo tempo estressante, em meio à tarefa de redigir minha dissertação de mestrado e já planejando fazer doutorado na Alemanha, a prática do yoga foi fundamental para mim naquela época, e atribuo o equilíbrio e a força que recebi nestes meus primeiros anos de estudo não ao método ensinado naquela escola, mas à sensibilidade especial de minha professora, que só pude realmente reconhecer tempos mais tarde. Nos seis anos que passei na Alemanha, continuei fazendo yoga, busquei lugares diferentes, desde escolas ortodoxas, que pareciam templos hinduístas, até práticas mais ocidentalizadas, como as oferecidas pela própria Universidade de Berlim, mas nenhuma aula se comparava àquelas que havia recebido nos meus primeiros anos. Por isso, quando voltei ao Brasil, e após conhecer alguns outros professores e freqüentar algumas outras escolas de yoga que me deixavam sempre frustrada, fiquei muito feliz quando soube que Liana iria recomeçar com suas aulas em grupo. Desde então, nos últimos cinco anos, tenho freqüentado seus cursos. 

É difícil descrever a importância dessa prática para minha saúde. Para minha vida e para o meu equilíbrio emocional. Liana é certamente muito mais que uma professora de yoga. Ela desenvolveu, ao longo desses vinte anos em que a conheço, uma refinada prática de terapia corporal com base no método do yoga clássico (que conhece profundamente), com seus ásanas tradicionais e especialmente com sua técnica de respiração consciente. Exatamente por conta dessa releitura dinâmica de um ensinamento milenar que nenhuma outra aula de yoga pode comparar-se à sua prática, especialmente pelo nível de profundidade e entrega que ela nos possibilita atingir. Esta prática terapêutica conduz ao contato com uma região do próprio ser, difícil de acessar de outro modo. E este contato, bem como todo o trabalho corporal que praticamos ao longo das aulas, vai proporcionando um estado de paz e de saúde singulares. Com a vida agitada e ao mesmo tempo sedentária que compartilho com tantos outros indivíduos que conheço, este foi até hoje o melhor caminho que encontrei para me manter em equilíbrio. 

  

Dr. Phil. Márcia C. F. Gonçalves 


Professora de Filosofia do PPGFIL da UERJ

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